sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

"Laços" com Rodrigo Santoro bem Louco

O filme "Laços", da turma da Mônica, estreará em 27 de Junho de 2019. A divulgação tem sido frequente. Há sempre algo para mostrar ou contar. Desta vez, uma surpresa que me chamou a atenção e gostaria de compartilhar aqui é a de que o ator Rodrigo Santoro participará como o Louco.
Louco é um personagem que, como o próprio nome diz, não bate muito bem da cachola. Ele é veterano na turminha, sua primeira aparição foi na revista do Cebolinha n° 1, publicada pela editora Abril, em Janeiro de 1973. Seu nome real é Licurgo e tem muitos sobrenomes, mas, na real, não é importante saber disso, pois o nome dele, se não me engano, nunca foi citado, pois sempre ficou como Louco. 

Rodrigo Santoro é um ator de respeito que começou com pequenos trabalhos, aqui e ali, até conseguir oportunidades melhores. Focado em aprimorar-se cada vez mais, desafiou-se a atuar também no exterior, tendo conseguido papeis em produções bem conhecidas. Alguns exemplos: Lost (série), As Panteras Detonando, Westworld (série), 300 e 300 - A Ascensão do Império. No Brasil, interpretou a notável Ladi Di, do filme Carandiru, uma produção muito interessante baseada no livro Estação Carandiru, do Drauzio Varella, o qual tive o imenso prazer de ler. Ali eu percebi a versatilidade e a essência natural de um ator de verdade, aquele que procura mergulhar de cabeça em seu papel. Rodrigo fez um caminho que muitos julgavam impossível. Hoje ele é reconhecido internacionalmente e ainda tem as portas abertas, com todo prestígio, no Brasil.

Esse filme da Mônica está ficando cada vez mais interessante. Já tinha gostado de saber que Paulinho Vilhena e Monica Iozzi participariam. Monica fará a Dona Luísa, mãe da Mônica dos quadrinhos. E Paulinho, o Sr. Cebola, pai do Cebolinha. Tudo indica que essa produção será um grande acontecimento para o cinema brasileiro em 2019. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Falando da revista Tio Patinhas "Férias" n° 4

"O Cruzeiro do Destino" abre essa edição de Tio Patinhas "Férias", uma publicação à parte que a Abril fazia contendo apenas 36 páginas ao todo e sendo comercializada a um peço bem menor às mensais de linha. Nesta história, Patinhas tem um chilique ao saber que seus negócios no turismo vão mal. A saída foi bolar algo absurdo: uma espaçonave em forma de navio que levaria todo mundo aos confins do universo. Uma estratégia bastante ousada que, é claro, não deu certo. Achei essa trama bem interessante e com desenhos bem harmoniosos, lembrando o estilo mais clássico dos personagens. Roteiro de Gorm Transgaard e desenhos de José Colomer Fonts. 

"Cimentando a Fortuna" vem a seguir, com Patinhas alegre porque não tinha notícias dos Metralhas. Sumiram do mapa, para sua grande alegria, até que, de repente, ele descobre que os bandidos só tinham mudado de estratégia e, em vez de bolarem planos para saqueá-lo diretamente, resolveram ir para muito longe, saquear um de seus vários negócios de mineração. Estranhei o enredo ser tão preciso e direto ao ponto, principalmente em se tratando da dupla Tony Strobl (desenhos) e Steve Steere (arte-final), que costumavam bolar aventuras com cerca de 10 páginas em média, sendo que esta contou com apenas 5. Roteiro de Vic Locman. 

"A Guerra Editorial" é uma trama que gostei muito e começa com MacMônei na TV dando uma entrevista que fala do lançamento de seu livro, produzido para, segundo ele, desmascarar Patinhas, colocando em cheque todo seu histórico envolvendo a conquista de sua fortuna, afirmando que Patinhas não passa mesmo é de um embuste, talvez um grande marqueteiro de si mesmo, pois não tem tanto dinheiro assim. A família pato acompanha com curiosidade o programa e fica preocupada quando Patinhas invade o palco, irado, e parte para cima de seu rival. As cenas são muito boas! Patinhas é expulso da emissora, inconformado por darem crédito à porção de calúnias que MacMônei ainda tinha a dizer. Preocupado com a repercussão negativa que esse livro poderia causar em seus negócios, ele decide que ninguém nunca irá conhecer a obra, pois vai adquirir toda remessa produzida antes mesmo dela ser comercializada. Como sempre, sobra para o Donald a tarefa de botar a mão na massa e ir buscar toda quantidade de livros que vão sendo prontos. Até o gastão aparece na história como ganhador de um exemplar. Curiosamente, ele não gosta do livro. Donald aproveita o momento para pedir-lhe o exemplar, porém, querendo tirar proveito, Gastão negocia um paletó novo. O roteiro é de Kari Korhonen e os desenhos são de José Massaroli. 

Essa revista não teve HQs italianas, o que vinha sendo algo frequente nas edições do Tio Patinhas. A primeira e a última trama são dinamarquesas e a do meio é norte-americana. Muita gente torce o nariz para a produção dinamarquesa, mas eu adoro, pois os desenhos são caprichados, a trama se desenvolve com praticidade, foco, sem muita enrolação e a personalidade de cada um é trabalhada de maneira bem coerente, sem ficar tão comicamente forçado como acontece em várias produções italianas. As produções dinamarquesas mostram o que tem de melhor nos quadrinhos Disney.
Divulgação de outros títulos da linha "Férias",
publicados no final de Maio de 2010

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Capas Interessantes - Chico Bento na Escola


Resolvi compartilhar a capa do mais recente Almanaque do Chico Bento e me lembrei de outra: o Almanaque Temático do Chico Bento "Escola". 

O Almanaque do Chico Bento n° 72 ganhará as bancas ainda neste mês (Dezembro/2018) e anuncia uma HQ onde o Chico vem ficando muito supersticioso a ponto de começar a irritar Rosinha. A revista contém 84 páginas no total e o preço de capa em R$ 6,00 (seis reais).

O Almanaque Temático do Chico Bento "Escola" traz o n° 25 (referente ao título "Almanaque Temático", independente de focarem em determinado personagem ou tema) e o preço de R$ 6,50 (seis reais e cinquenta centavos). Detalhe: ele contém  164 páginas e foi publicado em Janeiro de 2013. O que eu quero dizer é que, há quase 6 anos, com pouco mais de seis reais, comprávamos uma revista com quase o dobro de páginas em relação a hoje.

Também noto que no Almanaque do Chico Bento ele foi colocado sorrindo e com um jaleco, item que foi feito para simbolizar que ele é um aluno aplicado. Ele fez desenhos na lousa, que ilustram como é sua rotina. A professora demonstra admiração. 

No Almanaque Temático, Chico é um aluno qualquer que aparece com um gibi de si mesmo na mão, atraindo a atenção dos coleguinhas, deixando Dona Marocas com raiva porque não estão sequer notando a operação matemática na lousa. 

As duas capas não têm nada demais, se não fosse a MSP conhecida pela sua diligência extremamente correta. O almanaque novo mostra um Chico que nunca existiu... kkkk. Estamos em um mês onde se iniciam as férias. Talvez, o objetivo tenha sido conscientizar os alunos da importância de zelarem pela escola, mesmo nas férias. A do Almanaque Temático mostra o Chico que nós, veteranos, sempre vimos tão bem.. .kkkk... e visa reforçar que as revistas da turma da Mônica são o maior barato e estão em qualquer lugar. A questão é que ficou uma mensagem pejorativa de um leitor de quadrinhos que não quer saber de estudar. Fico me perguntando se a MSP, tão cuidadosa que vem sendo, não reparou nisso quando produziu a edição, ou se é um daqueles casos difíceis em que alguém conseguiu burlar a vigilância do "sistema".


sábado, 1 de dezembro de 2018

Falando do HIV: Indetectável = Intransmissível


Sim, isso quer dizer que pessoas vivendo com HIV podem fazem sexo sem camisinha. Tranquilamente! Com uma pessoa, duas, três, com dez, com cem, todos de uma vez!

É cientificamente comprovado. Não houve, nunca, nenhuma transmissão por parte da pessoa com HIV que tem carga viral indetectável há cerca de um ano. Isso não quer dizer que o preservativo está aposentado. Existe uma série de doenças sexualmente transmissíveis que se adquire pelo sexo. A camisinha é o meio mais eficaz que pode proteger a pessoa dessas doenças. Por isso, sempre é bom recomendar que se use camisinha no sexo, até mesmo nas preliminares. 

Se ainda é importante usar camisinha, qual a necessidade de saber que uma pessoa com HIV e que se trata adequadamente não transmite o vírus?

Muitas pessoas ainda desconhecem essa informação e, ao saber que tiveram uma relação sexual com uma pessoa com HIV, entram em pânico e até ficam com raiva porque pensam que essa pessoa lhe transmitiu o vírus, quando, na verdade, isso não aconteceu. É importante que tal informação seja propagada e bem esclarecida para evitar acusações infundadas que podem até criminalizar uma pessoa que vive com HIV. Estar ciente desse fato evita muitos tipos de desentendimentos e situações constrangedoras, tanto para a pessoa que vive com HIV quanto para quem teve relações com ela.

Por que as pessoas continuam pegando HIV?
Afinal, quem tem HIV e se trata não transmite mais...

O problema está, principalmente, em quem não sabe que tem o vírus. O HIV não dá sintomas. A pessoa pode estar com ele no corpo durante anos e não saber. O HIV vai destruindo as células de defesa do organismo, porém, muitas vezes, esse processo é lento. A pessoa não sabe que ela está morrendo, porque não tem nenhum sinal disso. Apesar de ela ainda estar "saudável" e viver sua vida normalmente, o vírus será, sim, transmitido a quem estiver fazendo sexo com ela, pois a quantidade desse vírus no seu organismo vai aumentando, cada vez mais. É como se um alien tomasse conta do corpo da pessoa, sem ela saber. 

Por isso é grande o incentivo  para que as pessoas façam o teste rápido específico para detectar o HIV. Toda pessoa que já teve (ou tem) qualquer tipo de relação sexual com outra deve, sim, procurar pelo teste rápido que é gratuito, simples de fazer e está disponível em muitas unidades de atendimento especializado do SUS. A pessoa só precisa pesquisar onde está o local mais próximo de sua casa (ou trabalho) e ir até lá. Esse teste vai ajudar a pessoa a descobrir se tem ou não HIV em seu corpo. Caso tenha, o início de tratamento será agendado o quanto antes, para que a pessoa comece a se cuidar devidamente, preservando sua própria saúde, sua própria vida e, em pouquíssimo tempo, não vai mais infectar ninguém, pois uma pessoa com carga viral indetectável não transmite HIV a ninguém.

Conheço alguém que tem HIV e não tem carga viral indetectável!

Sim. É possível que uma pessoa não consiga "zerar" sua carga viral, mesmo tomando seus remédios e seguindo o tratamento à risca. Neste caso, como a garga viral dela não está indetectável, ela pode, sim, transmitir o vírus. Porém, é bom saber que o tratamento torna facilmente a pessoa indetectável (ou seja, incapaz de transmitir o HIV). Muitas pessoas possuem problemas de aceitação do vírus, ficam revoltadas, deprimidas, simplesmente não aceitam o diagnóstico soropositivo e, por isso, não se tratam adequadamente. 

Então lembre-se: toda pessoa que tem HIV e se cuida, tendo sua carga viral indetectável, não consegue transmitir o vírus a ninguém. Mas é preciso fazer o teste rápido e, se der positivo, iniciar o tratamento e segui-lo corretamente para que a carga viral logo fique indetectável.
Informe-se melhor nos links abaixo:



CUIDE-SE! É BEM MELHOR VIVER SEM O HIV. 
A AIDS AINDA MATA!



segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Falando do Gastão: 70 anos nos quadrinhos e 75 de sua primeira aparição

Gastão é o primo do Donald, conhecido por ter uma sorte fenomenal e que deixa o pato bastante irritado quando ele vai se engraçando pra cima da Margarida, com seu jeito todo galante, requintado e a sorte ajudando em todas as investidas. Ele também rivaliza a herança do império Patinhas.

Sua primeira aparição supostamente aconteceu em um desenho animado intitulado "O Espírito de 1943", uma obra que provavelmente não foi mostrada a muitos de nós (eu mesmo me incluo). Esse curta-metragem foi feito como uma espécie de incentivo/informativo às pessoas diante da Segunda Guerra Mundial. Vários projetos parecidos foram produzidos por outros estúdios, ou seja, a Disney não atuou como garota-propaganda exclusiva desse fato histórico. Apenas foi mais um a colocar tal conteúdo a conhecimento público, pois o conteúdo era bem didático ( e a favor do governo que queria saquear a população com altos impostos a serem pagos a fins dos fundos necessários para investir em suprimentos de combate), ensinando a população que os tempos eram difíceis e o negócio era poupar o quanto podiam.

A história trazia Donald como um operário que tinha recebido seu salário. Nesse momento, sua consciência se materializou em duas personalidades: 

-- a esbanjadora, feliz e confiante, que estava mais a fim de ostentar. 
-- a responsável e precavida, que alertava sobre ter cuidado com o dinheiro.
A consciência esbanjadora atribuiu-se ao Gastão, por algum motivo que não sei dizer, pois nem o considero tão parecido, assim, com o personagem. Na verdade, não lembra em nada o Gastão, mas alguém conta que é ele. Fiz uma pesquisa rápida e não vi ninguém contestar, o que acaba confirmando, então, como a primeira aparição dele.
A consciência precavida era a cara do Tio Patinhas. A roupa estava diferente, mas não há como não identificá-lo. É certo que a intenção, na época, nem seria pensar no pato mais rico do planeta. Talvez esse foi um "sopro divino" do personagem icônico que viria a ser consolidado um tempo depois. Seja como for, atualmente, afirma-se que o personagem é o Patinhas em sua primeira aparição. E ponto final!
Nos quadrinhos, a estreia do Gastão foi na HQ "Wintertime Wager", toda produzida por Carl Barks, o pai dos patos que dispensa apresentações, desde Agosto de 1947 e publicada na revista "Walt Disney´s Comics and Stories n° 88" somente em Janeiro de 1948. A trama foi publicada no Brasil pela primeira vez em Novembro de 1973, em uma edição super especial chamada "Cinquentenário Disney" e com o título de "A Visita do Primo Gastão".
A Abril republicou ela várias vezes, inclusive na  coleção de luxo "Pato Donald por Carl Barks - O Segredo do Castelo", em Outubro de 2016. Eu a tenho no encadernado de luxo "Contos de Natal por Carl Barks", de Outubro de 2015, uma edição maravilhosa com 400 páginas de HQs natalinas, todas clássicas, em material de fino trato, folhas branquinhas e impressão gráfica impecável.
Um especial totalmente focado no Gastão chegou a ser produzido para ganhar as bancas entre Março e Abril de 2018. Ele teria folhas branquinhas, capa cartonada, cerca de 192 páginas e um suposto preço de R$ 29,90 (vinte e nove reais e noventa centavos), bem mais barato às edições de luxo que já beiravam os R$ 70,00 (setenta reais). A ideia era torná-lo acessível a um número maior de leitores.
Até hoje (Novembro de 2018), ainda é possível encontrar link de divulgação para venda na Amazon, porém, sabemos que o encadernado, infelizmente, jamais saiu da editora. Atualmente, há vários títulos de quadrinhos da Disney retornando às bancas por um preço bem menor à data de quando foram lançados pela primeira vez. Porém, entre tanta variedade, não se vê sequer uma "boneca" desse especial do Gastão, o que não deixa de ser intrigante, já que ele esteve prestes a ganhar o mercado.

sábado, 24 de novembro de 2018

Capas Interessantes - Tio Patinhas n° 578


Achei essa capa bacana e bem condizente a esse momento das redes sociais. "A Batalha das Redes Sociais" é a chamada pra a HQ que tem 26 páginas e traz a rivalidade entre Patinhas e Patacôncio até mesmo na Internet.

domingo, 18 de novembro de 2018

Falando de Ub Iwerks: o pai de Mickey Mouse


Neste dia 18 de Novembro de 1928 comemora-se o aniversário do Mickey Mouse, personagem que é a alma de todo o império Disney, criado por Ub Iwerks. 

Ub Iwerks nasceu em 24 de Março de 1901, em Kansas City, EUA, porém, seus pais eram imigrantes de Uttum: um pequeno vilarejo ao noroeste da Alemanha. Eles chegaram aos EUA em 1869. Isso que dizer que, se não fossem os imigrantes, talvez nem teríamos um Mickey que até hoje enriquece os norte-americanos. Curioso isso!

Com talento nato para animação e desenhos, Ub trabalhou em um estúdio chamado Pesman Art. Lá, e 1919, ficou muito amigo do Sr. Elias: um homem que também tinha talento para arte, porém, possuía um espírito empreendedor e almejava voos maiores.  O Sr. Elias era um visionário. Ou devo chamá-lo de Walter? Walter Elias Disney -- o Walt Disney (nascido em 05 de Dezembro de 1901). 
Juntos, fundaram um estúdio qualquer. Tudo era muito difícil naquela época. Entre as empreitadas que não vingaram, os bons amigos resolveram tentar a sorte em Los Angeles, onde fundaram o Disney Brotther´s Studio, em 1923. Esse pode ser sido considerado o primeiro passo rumo ao estrelato, pois conseguiram trabalhar com várias empresas que precisavam de seus talentos para as animações. Sempre procurando crescer, Disney ambicionava algo além de prestar serviços. Ele queria um projeto seu, um desenho, uma marca, o que fosse. Em 1927, a pedido de Disney, Ub Iwerks criou Osvaldo, o coelho sortudo (Oswald, the lucky rabbit) e também o estilo de animação que projetou estúdios Disney, conseguindo notoriedade ao estúdio, vinculando-o à Universal Pictures que, por sua vez, acabou registrando como seu patrimônio os direitos exclusivos do coelho Osvaldo. Disney não gostou nada do que aconteceu e esse foi o fim da parceria com a Universal, que contratou outro artista de páreo para produzir novos 'curtas-animados' do coelho: um tal de Walter Lantz. 
O rompimento do contrato com a gigante balançou as estrutura do Disney Brother´s Studio, que perdeu vários profissionais. O estilo de Ub Iwerks já era referência para Walter Lantz, sendo exatamente o que a Universal Pictures desejava: alguém capaz de dar continuidade àquele padrão. Enquanto isso, Disney e Iwerks sabiam que precisavam de algo que os projetasse novamente. Era preciso começar tudo de novo. Então veio à luz um camundongo, por meio de Ub Iwerks. Especula-se que seu nome seria "Mortimer", mas a esposa de Disney, em uma conversa informal com o marido, sugeriu a mudança para "Mickey". 
Em 1928 foi exibido seu primeiro 'curta-animado', "O Vapor Willie (Steamboat Willie)", mas há quem considere "Plane Crazy" sua primeira obra. Na verdade, as duas foram produzidas na mesma época por Ub Iwerks. Há quem diga que "Plane Crazy" tenha sido lançado primeiro, porém era mudo e a ideia de Mickey querer beijar Minnie à força, em cima de um aeroplano em pleno ar, não agradou muito."O Vapor Willie (Steamboat Willie)" veio logo depois e se destacou, talvez, por já revelar um lado heroico do rato, que salvou sua amada das garras do terrível vilão. Também o fato da animação ter sido uma paródia  de "Steamboat Bill (Marinheiro por Encomenda)", filme de Burst Keaton, uma comédia lançada na mesma época.


Além do Mickey, Ub Iwerks também encabeçou o projeto das "Silly Symphonies", um apanhado de 75 animações divertidas que promoveu todo um diferencial no padrão de qualidade dos estúdios Disney, tornando-o referência mundial a ser seguida. Alguns episódios dessas "Silly Symphonies" trouxeram personagens bem conhecidos. Um deles é considerado até como a estreia do Pato Donald.
Com o tempo, muita popularidade e desenvolvimento, a ligação entre Disney e Iwerks acabou. Rumores indicavam que Disney se projetava bastante, ofuscando Iwerks, que mal era reconhecido e passou a se sentir rejeitado. Cientes de que Walter, na verdade, representava apenas a imagem empresarial e que Ub era quem tinha o verdadeiro talento para as criações, o mercado financeiro caiu em peso à sua procura. Resultado: Ub Iwerks recebeu uma boa proposta e conseguiu abrir seu próprio estúdio, o The Iwerks Studio, batendo de frente com Disney e obtendo um contrato promissor da MGM. Suas novas produções trouxeram seu melhor desempenho. Algumas  eram parecidas com as "Silly Symphonies" e representaram um marco no uso de novas tecnologias de animação para o cinema, inclusive na colorização. Apesar das inovações tecnológicas, o estúdio de Iwerks não obteve tanto êxito, fazendo com seu patrocinador de peso perdesse o interesse em investir. Seu estúdio fechou em 1933. 

Após uma rápida passagem pela Colúmbia Pictures, o qual foi muito elogiado pelo trabalho "Merry Manequins", Ub Iwerks voltou a trabalhar com Disney, em 1940, que explorou seu lado inovador, pois Walter estava de olho em voos maiores, como sempre, e Ub conseguia criar novas maneira de se fazer animações, como sempre. Disney e Iwerks eram, de fato, a dupla dinâmica que dava certo. 

Ub Iwerks recebeu 2 Oscars ao longo da vida, em 1959 e 1964, pelas suas técnicas de animação para o cinema. Em 1963 foi indicado a um prêmio na "Academy Award" pelo trabalho em "The Birds (Os Pássaros)" - sim, o clássicão de Alfred Hitchcock.
Ub Iwerks faleceu em 07 de Julho de 1971, aos 70 anos de idade, na Califórnia, por um problema no coração. Disney faleceu em 15 de Dezembro de 1966, aos 65 anos de idade, em Los Angeles, de câncer no pulmão. 

A Disney é um dos maiores impérios de entretenimento no mundo. Logo, podemos, sim, considerar Walt Disney como um dos maiores visionários do planeta. Porém, justiça seja feita: nada disso teria acontecido se Ub Iwerks não tivesse cruzado seu caminho. Afinal, as próprias palavras de Disney atestam:

"Tudo começou com um rato"

Quase o mesmo que dizer:

"Tudo começou com Ub Iwerks".



quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O Casamento do Homem Aranha e a morte de Stan Lee


A imagem mostra um evento real que foi inspirado na clássica HQ do casamento de Peter Parker. Vemos que o vestido de Mary Jane agora é de verdade e muito bonito. E algumas cenas também foram reconstituídas. 


Sobre a morte de Stan Lee, viralizada em toda a Internet e meios de comunicação, não quero aqui expressar mais do mesmo, pois é evidente que ninguém deseja que um grande ícone do Universo Marvel se vá, assim como sabemos que seu grande legado continuará e ainda prosperá por muitas gerações, seja em filmes, games ou quadrinhos etc.

É curioso como Stan Lee foi abençoado pela vida boa aos 95 anos de idade, pois as pessoas que já vi nessa faixa já estão acamadas ou precisam de um andador, muitas vegetam e sequer sabem que ainda estão vivas como ser humano, pois a mente nem ajuda. E ele morreu, evidente, por complicações oriundas de um organismo de 95 anos, mas, pelo que víamos nas pontas de filmes e entrevistas, era um indivíduo bem cuidado. É nesse ponto que tiro meu chapéu para ele, que conseguiu ultrapassar os 90 anos com vitalidade e lucidez, sem se tornar um estorvo familiar, um morto-vivo (até porque, mortos-vivos são mais a cara do Kirkman... rsrs...). Podemos dizer que ele foi a personificação de um super-herói. Fica minha gratidão pelo seu trabalho.

domingo, 11 de novembro de 2018

Dona Tetê

Dona Tetê é a secretária boazuda (e não muito competente) do General Dureza. Todo o Quartel Swampy suspira pela Dona Tetê. Essa imagem é uma reprodução um tanto lúdica de todo o bem-querer que ela desperta em todos. rsrs...

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Minha primeira vez com Júlia Kendall

Confesso que estive com ela até altas horas da madrugada.


"Júlia Kendall - Aventuras de uma Criminóloga" é um título de quadrinhos da linha editorial Bonelli, mais conhecida pela produção incansável de Tex, que vem conquistando um número cada vez maior de leitores. Eu mesmo conheci Tex por mera curiosidade e gostei demais! Agora foi a vez de conhecer a Júlia, que veio para minha casa como um presente que ganhei e acabei guardando com muito carinho. 
Para minha alegria, a trama é completíssima e tem o nome de "O Pesadelo da Porta ao Lado". Um jovem começa a sofrer com terríveis alucinações em seu apartamento. Ele não tem sossego com o mar de bizarrices que sempre encontra dentro de seu próprio lar. Para ele, parece tudo tão real que é impossível distinguir a ilusão a realidade. Sua sorte é que há um casal de velhinhos bem simpáticos no apartamento ao lado - Sr. e Sra. Castevet nunca tiveram filhos, então se apegaram ao rapaz. A senhorinha sabia quando ele chegava do serviço. Imediatamente, ela ia  conversar com ele e acabava dizendo que ouvira seus gritos da noite anterior, na curiosidade obscena de saber o que tinha acontecido, esperando que ele lhe contasse tudo. Mas o moço sempre agia de forma discreta, pois não era agradável ser abordado daquela forma e nem tinha porque dividir seus problemas com uma velhinha que nada poia fazer para resolver a situação. Então, ele dizia qualquer coisa, qualquer tipo de desculpa para não prolongar muito a presença da senhora em seu canto. Ainda que ele não necessitasse dela para nada, a doce velhinha sempre tinha algo a oferecer: uma comida, um petisco, qualquer coisa que acreditava fazê-lo feliz. Ela também tinha uma cópia da porta do apartamento do rapaz, porque ela gostava de lavar toda a louça suja e dar um trato na casa. Era isso o que ela fazia quando ele ia trabalhar. É claro que ele não se sentia muito à vontade com aquela abordagem tão sufocante, mas, por sofrer demais com as alucinações, era bom saber que tinha alguém que pudesse ajudar a manter seu pequeno cantinho em ordem.
As alucinações doidonas do rapaz
Sr. e Sra. Castevet, sempre gentis e prontos para ajudar
Então, a trama muda para uma palestra do Dr. Mostley: especialista em lidar com diversos tipos de alcoolismo, das formas mais brandas e comuns até as mais embaraçosas e chocantes. O papel de Dr. Mostley nessa história era o de acompanhar o pobre homem que sofria com as alucinações frequentes, vez que ele já tinha sido seu paciente e, só por intermédio do doutor, conseguiu reconstruir sua vida. Sabendo de seu estado crônico, Mostley resolve reencontrá-lo. Para ele, o jovem tinha voltado a beber. Não havia outra explicação. Porém, quando foi visitá-lo, logo percebeu o comportamento invasivo do casal de idosos ao lado. Mostley intuiu que alguma coisa muito estranha estava acontecendo. Aquele tipo de convivência, por mais amorosa que fosse, precisava acabar.
Júlia Kendall e Dr. Mostley
É assim mesmo: a trama vai evoluindo devagar, de forma a nos fazer pensar se era realmente necessário ver tantas situações sem importância acontecendo. Afinal, que importância tem ficar vendo páginas e mais páginas de gentilezas cotidianas entre o casal Castevet e o jovem alucinado? As alucinações horripilantes dele até eram interessantes, mas seu dia a dia como motorista de ônibus escolar era tedioso. Por que mostrar essa rotina que não tinha nada demais? E a relação entre Dr. Mostley e Dra. Júlia Kendall, onde ele expunha verdadeiras dissertações acerca dos males do alcoolismo na vida das pessoas? E ela só ouvia, ouvia e ouvia... até que, lentamente, começaram a se aproximar e, então, tive a impressão de que rolou um clima ali. Por que as coisas simplesmente não deslancham de vez? Esse questionamento é facilmente respondido quando entramos na fase onde tudo vai se encaminhando para um destino certo. Aí vamos lendo, vamos acompanhando e começamos a perceber que, na verdade, todos aqueles momentos os quais julgamos desnecessários tinham, sim, um motivo para terem sido colocados na história, pois vamos nos lembrando de cada parte deles à medida que nos deparamos com as dissoluções. A bondade massante dos velhinhos, as alucinações cada vez mais doidas do cara, o papel do Sr. Mostley e alguns personagens secundários que eram aparentemente insignificantes, tudo isso foi colocado por razões específicas as quais se desdobram quadro a quadro.

Em geral, posso dizer que o universo de Júlia Kendall é bem diferente ao de Tex Willer.

- o dele tem uma ambientação de velho-oeste, como se estivéssemos em outros tempos. Cavalos e carroças predominam. Velhos bares (conhecidos como "Saloon") e o estilo caubói na veia. Armas de fogo são coadjuvantes essenciais, pois não se aplica a lei nua e crua da paz e segurança sem elas. De preferência, um arsenal e uma equipe disposta a matar qualquer malfeitor, sem essa de ficar analisando se ele é uma vítima da sociedade ou uma mente perversa que tem prazer em fazer o mal. Mexeu? O pau comeu!

- Júlia já é outra história; um cenário bem contemporâneo, urbano, atualíssimo. A caricatura de todo bom seriado de investigação criminal. Lembra muito alguns que vejo na TV: Law and Order, CSI, The Closer, The Mentalist etc. Não tem tanta ação e violência. A "chave" está nos diálogos, na personalidade dos envolvidos. É como um vinho - você vai degustando aos poucos, vai saboreando. Essa foi a impressão que tive. Se estou certo ou errado, saberei com o tempo, após arrumar outras edições para ler.

Como fiz uma comparação aqui, devo dizer, então, que gostei mais de Tex. Por ele ser tão diferente ao que eu estava habituado a ver (e ler), essa mudança brusca me fez curtir melhor a "viagem". Não significa que não gostei da Júlia. Não é isso! É que eu já estava familiarizado com esse teor, essa ambientação moderna recheada de pistas falsas e mensagens nas entrelinhas. Pode ser que eu mude de opinião em breve, quando tiver lido mais tramas de ambos. Pode ser que não. Seja como for, considero bastante válida essa experiência de me permitir conhecer outros "mundos". Eu estava muito focado em Disney e Turma da Mônica. Então comecei a ter vontade de abrir esse leque. Vieram os livros. E agora, os quadrinhos Bonelli. Muito bom!

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Falando de Tex: Mudanças causam reações negativas em seus leitores

A Mythos Editora está dando o que falar agora mesmo, após publicar no TEX WILLER BLOG uma nota informativa das mudanças que vão ocorrer na linha de publicações da Sérgio Bonelli Editora, responsável pelas publicações consagradas de Tex e muitas outras. 


Primeiro, o melzinho na boca da gente ao anunciar uma nova revista intitulada "TEX WILLER" com 64 páginas e miolo em preto. Em seguida, a porrada no lombo que está fazendo com que muitos leitores assíduos se manifestem com reprovação: "TEX CORES", atualmente com 240 páginas, será reduzida para 80. Oi??? Quê??? Isso mesmo! Redução de 240 para 80 páginas! A alegação está lá, transparente feito água, de que os preços estão altos demais. Mais claro do que isso, só desenhando! Os admiradores argumentam que é melhor encerrar o título, já que não veem como uma boa estratégia essa mudança. Alguns ainda têm esperanças de que a Mythos reaja aos 'feedbacks' negativos e volte atrás nessa decisão, mas já há quem afirme em bom tom que os responsáveis já bateram o martelo e que, agora, é só uma questão de tempo para o material chegar às bancas, já no início de 2019. Também há quem cogitou a hipótese de alguns títulos ganharem papel melhor, o que foi confirmado em tom informal no blogue.

Além disso, anunciaram também o encerramento de "TEX COLEÇÃO", justamente o título que me fez conhecer o universo de Tex pela primeira vez há alguns dias. Veja minha postagem

O que eu acho
Apesar de ser um leitor novato, sempre vi os títulos de Tex por aí, contendo muitas páginas. Fico apreensivo com o impacto de encontrar uma revistinha com 80 páginas, principalmente porque percebi a longevidade das aventuras que, em média, possuem cerca 100 páginas (eu deduzo). Então, não me agrada nada pensar que toda edição terá um "continua". ODEIO títulos da Marvel e DC justamente porque eles não param com esse "continua" e fazem de propósito, porque força o leitor assíduo a não pular edição. Depois relançam o material em forma de encadernado para lucrar em cima daqueles que não seguem as mensais. Oportunismo na veia! Outra coisa: estão dando importância demais para um título que já percebi que não está vingando. E não está vingando porque o estilo tradicional é o que normalmente conquistou público e ainda mantém os veteranos. Então, tornar uma edição em cores (que é considerada especial) em algo mais comum, penso que não seja uma boa ideia, pois, além de não conseguir renovar o público, pode afugentar aquele que é mais fiel.

Espero que a editora esteja atenta ao pessoal que está comentando nas redes sociais e blogues da vida. Espero que tenha gente competente e sensível quanto a vontade dos clientes. Espero que não metam os pés pelas mãos, cometendo bobagens que só contribuirão para piorar o panorama das vendas e, com isso, afundar um  núcleo de quadrinhos tradicional. Espero que se lembrem do que aconteceu com a Abril, que após 68 anos de publicações ininterruptas, perdeu os direitos de continuar com os nossos tão divertidos quadrinhos Disney, e que NÃO sigam o mesmo exemplo. Espero que não sejam profissionais relaxados, acomodados, que subestimam a importância de seu consumidor, pois isso pode lhes custar o próprio emprego!

Outros títulos
Dylan Dog terá duas séries bimestrais cuja distribuição será intercalada, ou seja: em um mês teremos uma edição com republicação de material clássico; no mês seguinte, a vez é da edição com material novo, inédito no Brasil. Então, de alguma forma, Dylan Dog dará as caras todos os meses. Zagor terá apenas um título e será bimestral. 

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