quarta-feira, 1 de abril de 2020

[Quadrinhos] Editora de Quadrinhos tem Atitude Lamentável


Há alguns dias, um amigo me comunicou que a Panini está processando um homem que faz caixas temáticas com personagens de quadrinhos. Essas caixas são feitas para que os colecionadores dessas respectivas revistas pudessem guardá-las. 

Há muitos leitores assíduos de quadrinhos que consomem vários títulos, todos os meses, e essas caixas são muito legais e práticas para acomodarem as revistas. Fui informado de que não existe esse tipo de produção no país. Que esse homem é o único que as fabrica, então, não vi sentido ele ser processado, já que está fazendo um bem a todos os que consomem os quadrinhos da Panini.
Depois foi a vez do Daniel, do site A GIBITECA, anunciar que recebeu um comunicado estranho que pedia para que fosse retirado de seu site todo material referente à Panini. Daniel ficou muito assustado, pois A GIBITECA existe há anos e sua única finalidade é a de ser uma biblioteca de gibis.

O acervo é bom, possui revistas em quadrinhos de várias épocas diferentes e, para que essas revistas entrem para o acervo, há um trabalho árduo de muitos colabores que restauram esses quadrinhos com devido capricho e esmero. Pelo que eu sei, fazem por amor à arte, por paixão aos quadrinhos. Fiquei surpreso e é da minha vontade que A GIBITECA permaneça firme e forte na web, pois ela existe até hoje graças aos colaboradores.

Agora é o Guia dos Quadrinhos que me deixa abismado ao compartilhar publicamente um comunicado oficial da editora. E fiquei mesmo abismado porque, no meu entendimento, o Guia dos Quadrinhos sempre foi uma espécie de arquivo das publicações. Por exemplo, você digita no Google: "Bolinha 57", e logo vem o link do Guia dos Quadrinhos. Você acessa o link e o site te mostra a capa da revista do Bolinha n° 57, em que ano foi publicada, por qual editora, quanto custou (a moeda vigente na época), quantas páginas possui e o título das historinhas. 

É isso o que o Guia dos Quadrinhos faz. Ele é um grande arquivo catalográfico das publicações. E esse arquivo só é mantido até hoje porque os próprios colecionadores, ou seja, o próprios leitores é que depositam as capas e todas as informações sobre as revistas que possuem. Nós, leitores, consideramos de extrema importância que haja sites como o Guia dos Quadrinhos, que preserva as memórias técnicas dos gibis. Seu conteúdo é histórico e informativo. E é mantido, Graças a Deus, pela colaboração dos leitores. Não prejudica em nada a Panini. Só faz bem!

Da minha parte, como leitor de quadrinhos há décadas, só tenho a lamentar essa atitude da Panini. Antes deste blog, tive o SOCIALIZANDO HQ e o BLOG DO URSO, ambos focados nos quadrinhos porque eu queria compartilhar o que sentia ao ler minhas revistas, o que eu achava delas e incentivar as pessoas a lerem também. 

Este blog também aborda quadrinhos, mas agora incentivo os livros e os e-books. Apresento, aqui, o que me atrai à leitura, o que leio ou gostaria de ler. Meus comentários são sinceros e espontâneos. Não sou alguém "plantado" para beneficiar esta ou aquela editora. Nada contra, mas não sou assim.

Lamento a atitude da Panini e me solidarizo com esse pessoal, em especial ao Guia dos Quadrinhos, pois já precisei (e precisarei) do site em muitas de minhas postagens. Não me importo com a logomarca porque entendo a importância do crédito ao serviço que desempenham. É da minha vontade que o Guia dos Quadrinhos permaneça firme e forte como o belo site informativo, útil e divertido que é.

O vídeo abaixo diz o mesmo que esta postagem, mas com outras palavras. 


sábado, 28 de março de 2020

[Quadrinhos] A Turma do Lambe-Lambe e o COVID-19

Daniel Azulay foi morar com Deus ontem, 27 de Março de 2020, após enfrentar uma luta contra a leucemia e também ter contraído o vírus COVID-19, muito evidência por ser mortal e de extrema periculosidade o seu fácil contágio, tanto que já se alastrou pelo mundo todo causando milhares de mortes.
Eu me lembro do Daniel Azulay por causa da Turma do Lambe-Lambe. Nos anos 80, havia algumas criaturinhas em quadrinhos que foram parar na televisão e eu, bem jovenzinho na época, achava aquilo tudo muito curioso. A Turma do Lambe-Lambe, segundo pesquisei, teve vinte revistas em quadrinhos publicadas pela editora Abril entre 1982 a 1984, que foi o período em que me lembro das minhas primeiras leituras de gibis e que as bancas de jornais viviam abarrotadas de um mundão de títulos com capas super coloridas e atraentes. 

Porém, se a turma durou pouco nos quadrinhos, teve um vida longa na TV. Seus programas foram exibidos durante dez anos (entre idas e vindas) em alguns canais que investiam em uma programação cultural de qualidade para as crianças. Era um época mais pura onde as referências eram Vila sésamo, Bambalalão e Topo Gigio (ninguém nem sonhava com o padrão Xuxa, tão cobiçado e imitado depois). 

Eu me lembro mais da TV do que dos quadrinhos, porque eu e minha irmã assistíamos sempre, fazia parte do nosso dia a dia. Eu via a Chicória, que era um galinha preta que por algum motivo me chamava a atenção, eu achava que ela se destacava mais em relação aos outros e me lembro que na TV ela interagia bastante com a turma. Enfim, eu gostava da Chicória. 

O tempo passou e não soube mais nada dessa produção e seu autor, até que, pesquisando, tive conhecimento de que Daniel ganhou vários prêmios ao longo dessas décadas, alguns internacionais e de prestígio. Além disso, participou de projetos para a TV FUTURA e também CULTURA. Para saber mais, é só dar ir no Google e digitar "Daniel Azulay" ou "Turma do Lambe-Lambe" e você certamente encontrará locais com toda a biografia dele e informações mais precisas. Eu, aqui, só quis comentar um pouco, pois fez parte de minha primeira infância. 

Fico satisfeito que ele não caiu no ostracismo, que ele continuou com seus projetos de arte e conquistou o mundo. A gente sabe o quanto é difícil um artista focado em educação infantil primária ganhar tamanho destaque nos dias de hoje. Então fiquei contente em descobrir que ele sempre esteve envolvido em produções, aqui e ali. De certa forma, posso pensar que ele teve uma vida bem satisfatória porque exerceu sua arte.
E sobre o COVID-19, é muito embaraçoso dizer que não gosto dessa paralisação toda, eu apoio a retomada da economia, porém, também apoio que as pessoas fiquem confinadas em casa porque com esse vírus não se brinca. Então realmente é difícil entender um pensamento de quem quer tudo funcionando e, ao mesmo tempo, não quer que ninguém se exponha diretamente ao vírus. 

Gravei um vídeo no meu canal onde tento explicar melhor essa questão. É apenas uma opinião devido ao fato de saber que tem muita gente que não está levando a sério essa pandemia e que está por aí, fazendo festinhas e reunindo cerca de 10 pessoas e bebendo e falando alto e achando que é motivo de lazer, sendo que deveriam ficar reclusas e em silêncio, pois esse comportamento "alegre demais" não está colaborando em nada com esse cenário epidemiológico. Só acho que essas pessoas deveriam voltar à ativa, pois estariam sendo mais produtivas para a retomada do país, e a vizinhança que realmente quer paz e tranquilidade agradece.

Há uma teoria que diz que as pessoas devem se expor ao vírus COVID-19 para criarem anticorpos e assim vencerem essa infecção. Quero deixar claro que respeito quem acha que essa é uma solução, mas NÃO CONCORDO E PEÇO PARA QUE NINGUÉM SE TORNE VULNERÁVEL AO VÍRUS. Existem vacinas para o sarampo, a rubéola, a poliomielite, a pneumonia e até para a gripe. Essas vacinas foram elaboras com a finalidade de blindar as pessoas. Ainda não existe nenhuma vacina para o COVID-19. Colocar ideias em alguém para se expor a esse vírus letal é o mesmo que incentivar ao suicídio. Não é muito diferente daquela tal onda de baleia azul (quem se lemba?). E espero que essas pessoas tão convictas SE PROTEJAM E PROTEJAM SUAS FAMÍLIAS.


terça-feira, 24 de março de 2020

[Quadrinhos] HORÓSCOPO IMPROVISADO

As vendas da Patada, o Jornal do Patinhas, não andam nada bem. Nos dias de hoje, com a revolução tecnológica, a queda do consumo do jornal tradicional de papel é crescente. Patinhas ordena que Donald e Peninha bolem alguma coisa para conter esse déficit, então eles decidem criar uma coluna de horóscopo. 
A princípio, eles vão atrás de profissionais da área para serem colunistas, mas, quando ficam sabendo que não serão remunerados, que o trabalho será voluntário a título de visibilidade, os 'profissas' se negam. Eles procuram um grande número dessas pessoas e só vão ouvindo "Não" atrás de "Não". Sem opções, a ideia acaba sendo produzir o horóscopo por conta própria, ou seja, Donald e Peninha é que vão inventar o horóscopo da Patada. 

Eles bolaram um monte de frases em papeizinhos e colocaram tudo em um recipiente para que fossem sorteados aleatoriamente. Por exemplo, três papéis para compor um signo: "Hoje vai chover", "Cuidado com a Gula", Presentes chegando". Juntam as frases dos papéis e pronto, está aí o horóscopo daquele signo.

A ideia maluca deu certo. as pessoas acabaram comprando mais o jornal e acreditavam mesmo no que diziam os astros da Patada. Vamos acompanhando a crença da população naquela mídia de comunicação, acreditando mesmo que aquela coluna era séria  respeitável. Muitas pesosas seguima à risca as recomendações de seu signo e, por uma coincidência, elas se davam bem. Isso fazia com que elas levasse ainda mais a sério e influenciassem outros. 

Mas uma pessoa muito perigosa também resolveu dar uma olhada na coluna sensacional da Patada e o que viu no horóscopo a deixou bem desconfiada, achando que os patos sabiam demais sobre seu esquema de contrabando internacional, localizando e raptando os patos. Donald e Peninha, apavorados, contaram toda a marmelada e até explicaram como faziam tudo, só que agora eles já sabiam demais e deveriam ser eliminados. 

A polícia chegou de repente e agiu rápido, prendendo a organização. Todos ficaram curiosos em saber como a polícia tinha descoberto aquele lugar tão rápido. Um dos policiais contou que resolveu ler a coluna do horóscopo e seguiu as recomendações de seu signo. 

Novamente a salvos, Donald e Peninha voltam à sede da Patada. Pelo caminho, vão encontrando pessoas descontentes porque seguiram as recomendações que eles colocaram, mas aconteceram coisas ruins a elas. E quando entram no escritório, dão de cara com um Patinhas furioso. Eles perguntaram o que tinha acontecido e ele explicou que foi seguir os conselhos do horóscopo e acabou investindo dois milhões de patacas ("patacas" é a moeda de Patópolis) em um barco furado.

A trama termina em seguida, com Donald e Peninha correndo de uma multidão de pessosas descontentes, lideradas pelo seu tio Patinhas, furioso por ter perdido seu dinheiro. 

"A Patada" foi criada ainda nos anos 70, nos quadrinhos Disney dos Estados Unidos, satirizando o expediente de uma redação jornalística impressa que na época era o principal meio de informação responsável de grande popularidade à população. Ficou mais conhecida por aqui nas produções brasileiras ao longo dos anos 80 e tem esse nome porque homenageia os grandes nomes da época que eram "A CIDADE", "O GLOBO", "A TRIBUNA" etc. Era moda colocarem nomes assim nos jornais. O lance dessas HQs sempre foi o de brincar com o "lobby" de seriedade e competência que por décadas deu credibilidade $$$ a essa mídia.

Porém, essa trama é bem recente e foi publicada na revista do Pato Donald n° 7 da Culturama (Outubro/2019). Uma bela homenagem produzida pelos italianos Corrado Mastantuono e Giorgio Cavazzano.


sábado, 21 de março de 2020

[Quadrinhos] Almanaque Temático Turma da Mônica n° 53 - Etês

Mauricio de Sousa Produções lançou no mercado em Janeiro de 2020 mais um almanaque temático, dessa vez com o tema "Etês" em cerca de 160 páginas com o preço de capa a R$ 9,50 (nove reais e cinquenta centavos), publicado pela Panini Comics.


As histórias que mais gostei foram:

A INVASÃO - Cebolinha e Cascão assistem a um programa sensacionalista na TV, que afirma estar havendo uma invasão de extraterrestres para dominarem o planeta. Mônica e Magali estão em outra casa, fazendo arte com um suposto tratamento de beleza que nem elas sabem como funciona, mas acham que é daquele jeito. rsrs... As duas duplas se conversam. Eles contam para elas sobre os extraterrestres e fica acertado que Cebolinha e Cascão vão à casa da Mônica. Acontece que está chovendo e, por causa disso, Cebolinha e Cascão vestem a carcaça de dois aspiradores de pó e assim ficam blindados da água da chuva. O encontro das duas duplas acaba sendo hilário e rende confusão.

MELHORES AMIGAS - Magali fica chateada quando Mônica não pode lhe dar atenção e isso faz com que outras garotas se aproximem mais dela, criando laços de amizade que antes não tinham. Magali fica contente e pensa não precisar mais da Mônica para nada. Talvez aquele representava o fim do vínculo dela com a amiga dentuça. Quando Mônica se dá conta, percebe que as meninas só estão usando a Magali. Ela tenta avisá-la para ficar de olho e prestar mais atenção nessas novas amigas, mas a boa intenção não surte efeito. As garotas continuam usando a coitada até que ela finalmente se dá conta que Mônica tinha razão. Essa HQ nos mostra que gente boazinha demais não existe e, principalmente, que amizade não se mede com favores, ou seja, você não deve ser obrigado a agradar ninguém, nem emprestar suas coisas e nem fazer nada quando não quer. Seus amigos de verdade podem até se chatear, mas continuarão gostando de você do jeitinho que você é.

CHOVINISTA, O NOSSO REPRESENTANTE - Chovista encontra um ET que alega estar passando quando sua nave quebrou. Um tropeço faz com que o porquinho se colida com a geringonça e a faça funcionar. Como gratidão, o ET leva Chovinista para dar uma volta e, assim, vai vendo um pouco de como é aquele lugar cheio de prédios e poluição. A carona acabou e o ET se despede com cordialidade, dando graças a Deus por sair dali. Se entendi bem, ficou uma mensagem implícita de invasão à Terra que não aconteceu porque o Etezinho achou que todo o planeta se resumia ao cenário ruim que viu e que todos os habitantes fossem porquinhos sujinhos como o Chovinista. Então, de certa forma, entendi que ele impediu uma futura colonização. Como sempre, eu adoro historinhas que enchem o miolo da revista porque elas não possuem aquele compromisso de serem "as melhores". Essa HQ é bem legal. 

O SALVADOR DA TERRA - Cascão é raptado por alienígenas que começam a estudá-lo. Só que, quanto mais estudam, menos entendem seu modo de ser. Inclusive, chegam a pensar que o pânico dele por água é algo coletivo, ficando contentes por acharem fácil demais dominarem todo mundo do planeta ao provocarem uma baita chuva. Acontece que eram dias de muito calor, onde as pesosas praticamente rezavam por um pouco de chuva, então, quando isso acontece, os aliens espiam muita gente saindo contente na chuva, alguns até comemorando, felizes da vida, então eles observam que, na verdade, não estava adiantando pesquisarem sobre o sujinho, vez que o ser humano não era igual, cada qual tinha suas diferenças de ser e suas preferências. Enquanto o Cascão morria só de ver água na frente, havia quem comemorava aquela chuvarada toda. Eles viram que era perda de tempo se concentrar em entender o ser humano e que, talvez, aquele mundo fosse complicado demais. Então, graças ao Cascão e seu pavor de água, o mundo foi salvo. A historinha é bem maior à do Chovinista e com uma atmosfera bem diferente. Ambas possuem desenhos muito lindos, cada qual ao seu estilo.

É HORA DO ALMOÇO, É HORA DE BATATA - Adorei acompanhar a preferência de Chico Bento por batatas, ele mostrando como ela está em tudo o que há de mais gostoso no que comemos: macarronada, bacalhoada, fritas, seja integrando as batatas em algumas massas, pratos ou como simples acompanhamento... Chico Bento termina a historinha dando uma plantinha, um pé de batatas para um ET. Isso é pra gente ver que batata é coisa de outro mundo, de tão bom! É uma HQ bem simples e muito bem desenhada. E eu adoro batata! 

ENCONTROS CULINÁRIOS DO TERCEIRO GRAU - Magali calça a cara de madeira e vai xeretar no churrasco do Sr. Cebola, o pai do Cebolinha. Aliens que passavam por ali congelam Sr. Cebola e começam a interagir com Magali. Eles comem todo o churrasco e, quando vão embora, Sr. Cebola volta ao normal e fica bravo com Magali porque pensa que foi ela quem comeu tudo. Gostei de ver o Sr. Cebola com a Magali. 

ASTRONAUTA ZZZ - Astronauta acorda e sente que precisa sair daquela rotina, aquela mesmice, que seria bom aproveitar o tempo com algo diferente. É nessa hora que ele encontra pelo espaço um cachorro que lhe apresenta da Terra dos Sonhos - um resort bem atraente com várias opções de diversão. Astronauta compra um pacote e, sem perder tempo, vai de encontro à Terra dos Sonhos, cheio de expectativas. Ele encontra o lugar e até passa um tempo nele, mas logo descobre que a Terra dos Sonhos não é tão real assim e que, na verdade, foi, literalmente, alvo de uma cachorrada. rsrsrs... Essa história é engraçada porque ele encontra sempre o mesmo cachorro em lugares diferentes, então a gente vai acompanhando o golpe.

QUESTÃO DE LÓGICA - Franjinha testemunha o momento em que uma nave cai em frente sua casa e vai correndo ver do que se trata. Ele encontra um robô todo desmontado, como um quebra-cabeças, e faz de tudo para consertá-lo. São muitas as tentativas, mas, embora o robô parecesse perfeito, ao clicar no botão para ele falar e andar, nada acontece. 

A NAVE DOS HOMENS SEM BOCA - Dudu dá trabalho para comer. Além de ser um pestinha, sua mãe sofre para fazê-lo ingerir algo decente nas refeições. Em uma dessas ocasiões, quando ele foge da comida, é abduzido e, na nave, constata que os alienígenas não possuem boca, o que para ele é muito bom, já que não é possível comer nada se não há boca. 

ZORGH, O TERRÍVEL, O ABOMINÁVEL ETC. - Zorgh vaga pelo espaço comendo coisas, tudo  que vê pela frente, não importa o que seja. Ele foca em algo e quer. Porém, na Terra, Zorgh não consegue comer nada. Todas as coisas que chamam sua atenção são comidas, primeiro, pela Magali. Tadinho! rsrs...

O QUE O ZÉ ESQUECIDO ESTÁ FAZENDO EM CIMA DA ÁRVORE - Como o próprio nome diz, o foco é esse mesmo: Bidu encontra Zé Esquecido em cima de uma árvore e ele não se lembra como chegou lá. Outros cachorros aparecem e cada um vai apresentando suas deduções. Na verdade, essa trama é uma baita encheção de linguiça, mas eu gosto das historinhas do Bidu. Foi agradável para mim.

VISITA DO OUTRO MUNDO - Essa HQ abre a revista. É um pouco longa, mas, para os padrões de hoje, é considerada como "normal" por ser de abertura. Uma família extraterrestre vaga pelo espaço em busca de fugir do tédio. Eles já visitaram vários lugares e não conseguem mais achar novidades. Então, um outro ET indica o Parque da Mônica, no planeta Terra, e pede para que, depois que conhecerem, que contem como é lá, se é tão legal como dizem, porque ele também pretende ir. Então, a família vai à Terra e, como se fosse a coisa mais normal do mundo, aparece no Parque da Mônica. O expediente de funcionamento é normal, com pessoas indo e vindo, as atrações funcionando, mas há quem pensasse que a aparição súbita daquela família fizesse parte de algum tipo de evento e que suas aparências eram meras fantasias, embora muito diferentes e convincentes, por isso ninguém entrou em pânico a ponto de criarem polêmica, porque pensaram que faziam parte do parque. Os seres passam um tempão desfrutando do parque na companhia de Mônica e Cebolinha, que reagiram bem ao fato de eles serem de outro planeta. Achei a historinha muito bem feita, com desenhos lindos e a trama evolui bem.

Essas são as tramas que gostei. A revista ainda tem mais HQs.

No geral, essa edição do almanaque temático foi muito boa para mim. Despertou meu interesse do começo ao fim, embora eu sempre leio as historinhas em ordem aleatória. A HQ de abertura, por exemplo, foi a última que li. Algumas dessas, eu reli umas cinco vezes. Outras, três vezes. Há edições de almanaques temáticos em que sequer li metade, mas este me pegou de jeito.



quinta-feira, 19 de março de 2020

[Livros] DESAPARECIDOS - Volume 1


Jonas e Chip são amigos e vizinhos. Chip descobre que foi adotado e não aceita nada bem. Jonas, que sempre soubera de sua própria condição, acaba oferecendo suporte emocional ao amigo. Cartas misteriosas chegam para os dois adolescentes, referindo-se ao passado e a um suposto perigo. Intrigados, eles resolvem investigar e descobrem que essa adoção não foi tão simples assim.

A priori, parece que estou falando daqueles melodramas onde um não aceita sua condição e quer ir atrás de seus familiares biológicos. Na verdade, o que acontece é que existe um mistério em torno da adoção dos dois. À medida que vamos lendo, a história vai nos apresentando mais elementos e o mistério vai aumentando.

Para entender por completo, precisarei ler os três livros. Mas este primeiro respondeu à pergunta principal que é sobre as condições em que Jonas e Chip vieram a este mundo, junto com mais 34 bebês, sozinhos, um em cada cadeira de passageiros de um avião que, para todos os efeitos, nunca existiu. Porém, é preciso ler a sequência para saber como terminarão esses jovens, já que o livro termina com um acontecimento que nos deixa com a sensação de que eles nunca mais voltarão para casa. Até porque, há mais de uma casa. Há opções para eles escolherem. 

Adquiri meu exemplar em uma feira de shopping onde há vários títulos novos por dez reais. A possibilidade de encontrar a continuação dele nesta mesma feira é praticamente zero. A autora possui outros títulos com a mesma estrutura de trilogia, só que nunca ouvi falar dela. Isso me fez lembrar de um título que li quando adolescente: A PROFECIA CELESTINA, que também envolvia um mistério desse tipo e, no fim, era preciso ler a sequência para saber o desenrolar da trama. Só que a sequência não foi nada do jeito que pensei. Estou realmente afim de saber mais dessa trama. Espero não me arrepender.

Sinopse: Um avião pousa em um aeroporto dos Estados Unidos sem ser detectado no radar. No seu interior, não há adultos, não há tripulação. Apenas 36 bebês, cada um em uma poltrona. E, assim como apareceu do nada, o avião some. Mas as crianças ficam. Treze anos depois, Jonas, um adolescente que sempre soube que era adotado, começa a receber cartas misteriosas com as frases: Você é um dos desaparecidos , Cuidado! Eles vão voltar para pegá-lo . Seu amigo Chip também recebe as mesmas mensagens. Seria apenas uma brincadeira de colegas da escola? Jonas, Chip e Katherine, irmã adotiva de Jonas, começam a investigar as cartas enigmáticas e descobrem que não são os únicos a recebê-las. Uma incrível trama está acontecendo e ela envolve o FBI, pessoas que aparecem e desaparecem no ar, viagens no tempo e dois poderosos grupos rivais que querem coisas bem diferentes dos garotos. De uma hora para outra, Jonas, Chip e Katherine se encontram no meio de uma surpreendente aventura da qual não podem escapar. Será que eles têm alguma escolha? E se todas as alternativas forem horríveis?

terça-feira, 17 de março de 2020

[Miniconto] Encontro Por Aplicativo


Leandro andava às pressas pelo shopping. Olhou o relógio em seu pulso esquerdo e se lamentava pela meia-hora de atraso. Como pôde ser tão  descuidado?

"Será que ela está lá?", pensava, "Só  mais um pouco. Só  mais um pouco".

A garganta secava, a pele suava e os olhos ficaram secos a cada passo rumo ao lugar combinado. 

Chegou à praça de alimentação.  Enorme! Um monte de gente lá  e cá,  crianças correndo e pulando. 

"Perto do tiozinho pipoqueiro", lembrou-se da dica dada por ela, ainda quando combinaram o encontro pelo aplicativo de mensagens. 

Olhou o carrinho de pipocas e viu um senhor de meia idade dando atenção a um garotinho que não  deveria ter mais de 6 anos e estava inquieto. 

"É aqui", pensou.

"Estarei sentada em uma das mesas da praça de alimentação, perto do tiozinho pipoqueiro".

Olhou o amontoado de mesas e cadeiras e viu uma mulher que, como ele, era morena com cabelos e olhos bem escuros. Mas ela era mais gorda e alta do que ele viu no aplicativo. O rosto tinha certa oleosidade. Talvez por causa do calor ou a própria tensão do encontro.

Pensou em ir embora, mas ela se levantou e o chamou pelo nome, vindo em sua direção.
Eles se cumprimentaram com um tímido abraço e dois beijinhos. 

Começaram a passear pelos corredores do shopping. Começaram a conversar. Era papo daqui e dali, uma risada discreta, um sorriso de empatia... Os olhinhos brilharam!

Pegaram uma sessão de cinema. Um filme leve, divertido, animação digital para descontrair.
  
Mais tarde, despediram-se com um abraço muito mais carinhoso e amável àquele de quando se viram pela primeira vez. Sentiram que tinha valido a pena o encontro. Combinaram de se ver no meio da semana.

Quinta-feira, ele estava no restaurante japonês que havia mencionado a ela, na segunda. 

Teve a impressão de que estava tudo combinado. Não se falaram mais. Ele a chamava no aplicativo. Ela não lhe respondia.

"Ela quer me ver no encontro", ele pensou, "melhor não  insistir no contato. Não quero parecer grudento nem possessivo".

Mas, agora, lembrando-se dessa ocasião, acabou por concluir que ela o tinha deixado na mão. 

"Não  entendo", ele pensava, à  procura de um esclarecimento que fosse tão óbvio  quanto a sensação de abandono que lhe tomava conta. 

E assim permaneceu durante todo o trajeto de volta para casa.

Já  relaxado e prestes a ir para o quarto, apanhou o celular e abriu o aplicativo de mensagens.  

Nenhuma notícia nova. Nenhum sinal dela.

"Te esperei naquele restaurante japonês, lembra? Fiquei lá,  um tempão.  Por que você  não  foi? Aconteceu alguma coisa?"

Eis, que de repente, todas as mensagens (que ele havia mandado até  o momento do novo encontro) foram visualizadas.  Assim o aplicativo tinha acabado de sinalizar.

"Ela viu", ele pensou, "Ela acabou de ver".

Então, ansioso por uma resposta, qualquer que fosse, ele escreveu:

"Achei que teríamos uma linda história de amor. Achei que você  seria a mulher da minha vida. Mas, pelo jeito, você  me abandonou. Só  queria saber por quê..."

"Ela está  digitando", ele observou o aplicativo sinalizar. "Está  me respondendo".

Em questão  de minutos, a resposta faz com que ele arregale os olhos e fique de queixo caído:

"Oi. Sou a irmã dela. Então foi com você  que ela saiu no domingo? Ela estava radiante porque estiveram no shopping e foram ao cinema.  Ela me falou muito bem de você. Estava encantada. Mas agora ela morreu. Acabou de falecer.  Foi o corona vírus que a infectou nesse passeio, pois, logo na segunda, ela passou mal e achou que se tratava apenas de uma gripe. Ela só piorou, até que não aguentou. Bem... estou comunicando a todos os amigos, familiares e a você,  que fez os olhos dela brilharem. Cuide-se. Esse vírus é  perigoso.  Ele mata."

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Miniconto: Encontro Por Aplicativo
Autor: Fabiano Caldeira - 17/03/2020
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segunda-feira, 9 de março de 2020

[Livros] Capas Interessantes - ESPECIAL


Começo a semana compartilhando a capa deste livro que resolvi comprar em meu último passeio na livraria Cultura do Shopping Iguatemi aqui de Ribeirão Preto. Havia uma bancada com vários títulos do grupo Record em promoção, muitos a R$ 9,90 (nove reais e noventa centavos). 

Optei por este, devido a capa chamativa que apresenta  o nome "ESPECIAL" na vertical, o que mostra certa quebra de padrões. Na verdade,  esse  nome se apresenta como uma extensão do fone de ouvido que vemos no adolescente, mostrando que ele tem uma característica que o define como tal. O que é essa característica, afinal? 

A parte de trás possui uma divulgação com uns cards que me chamaram a atenção:

OLÁ
EU SOU
GAY

OLÁ
EU TENHO
PARALISIA 
CEREBRAL

OLÁ
EU SOU
ESPECIAL

OLÁ
EU SOU
MILLENNIAL

A princípio, minha expectativa é presentear uma jovem com idade entre 12 a 14 anos. Como não faço a menor ideia do que se trata, receio que seja inapropriado. Ela já não é mais criança, porém, vou pesquisar o conteúdo para me decidir. Há uma série na Netflix inspirada nessa obra.